26 de abril de 2016

DOCUMENTÁRIOS E ENTREVISTAS

Com o intuito de oferecer uma base de informação confiável para os praticantes de Blumenau e região, segue abaixo diversos documentários e entrevistas relevantes sobre parkour que irão contribuir (esta lista ainda esta em construção):

Documentários:

Projeto Pilgremage |

Jump Britain |

People in Motion | 

Generation Yamakasi | 

Jump London | 


Entrevistas:

David Belle, fundador do parkour e protagonista B13 (2014)

David Belle "Eu salto de telhado em telhado" (2008) 

Entrevista com David Belle (OSRAM 2006)

Entrevista com Sébastian Foucan

17 de setembro de 2012

Por ela.


Dos que iam e vinham,
dos que vão e estão.
É a prainha que nos canta,
É a prainha que diz não.

Pela cultura que tinha,
Pelo povo que desdem.
É o rio que nos move,
É o rio que nos tem.

Esta sufocante, esta doentio.
É pedra na prainha,
É concreto no rio.

Queremos e podemos,
Salvar e transformar.
A prainha que amamos,
Iremos despredar.

A democracia é do povo,
que viu e decidiu.
Se há pedra no caminho,
Que não fique no rio.

15 de agosto de 2012

Na margem da indiferença.

Nossa vida corrida, objetivos desejados e prioridades traçadas, nos deixam a margem de uma série de fatores que agem positiva ou negativamente em nosso dia a dia. Desta forma, diariamente estamos a margem da desigualdade, da felicidade, dos crimes e das injustiças. Mas nenhuma destas margens nos afeta tanto quanto estar à margem da indiferença. Na indiferença de ocupar terras altas ou baixas, firmes ou instáveis, as gerações passadas ocuparam áreas de enchentes e topos de morros. E na consequência desastrosa destas indiferenças passadas as gerações presentes não conseguiram absorver nenhum aprendizado no que diz respeito ao uso, ocupação e alteração do solo. 

Sendo assim, hoje, novamente, à margem desta mesma indiferença, recebemos a noticia que a margem esquerda do nosso histórico e indefeso Rio Itajaí-Açu será modificada, desmatada e concretada. Geólogos, arquitetos, ecologistas, engenheiros florestais e urbanistas, mesmo juntos não puderam argumentar nem mesmo participar deste processo. Sem a participação da população e de uma vasta gama de especialistas, o projeto da nossa prefeitura foi assinado e teve parte da verba (9,6milhões) liberada pelo Badesc nesta semana. 

Em contra partida, a consequência deste ato, será sofrida de forma conjunta por todos nós. Assim como foi em 2008 quando as ocupações nos morros sofreram deslizamentos e como foi a partir de 1968 quando concretaram a beira rio, aumentando a velocidade de escoamento do Itajaí-Açu resultando nos deslizamentos na margem esquerda. 


Hoje, por hora, a vida continua e o rio prossegue tímido sua jornada. Entretanto, o tempo irá passar. E com ele os estragos causados não somente pela dita "urbanização" da margem esquerda, mas principalmente pela larga margem de indiferença que assombra diariamente nosso rio, povo e cidade.







10 de março de 2012

2° Congresso Internacional: Sustentabilidade e Habitação de Interesse Social – CHIS 2012.


Estudando e desenvolvendo mais um projeto de concurso:


 Porto Alegre tem se afirmado internacionalmente como palco de debates relacionados a políticas governamentais globais e possibilidades de ações sociais. A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUCRS, inserida nesse contexto de afirmação constante das práticas da cidadania e de inclusão social, atuante decidida em ensino, pesquisa e extensão focados no direito à moradia digna e na qualificação da arquitetura de interesse social, deseja propor o Concurso Internacional de Estudantes do Congresso CHIS 2012. O Concurso será uma oportunidade para refletir e abordar, a partir de uma situação local, questões que afligem muitas cidades no mundo inteiro. 


Os projetos apresentados no Concurso Internacional de Estudantes deverão propor intervenções arquitetônica, urbanística e paisagística, visando à re-inserção social da população local aliando-se à recuperação da área atualmente ocupada da Ilha do Pavão, na margem do Lago Guaíba, no Delta do Rio Jacuí, Porto Alegre. 



link do site do congresso: http://www.pucrs.br/fau/chis2012/




24 de fevereiro de 2012

Dois pra lá, dois pra cá.



Como se dançasse um bolero, o trânsito em Blumenau vai dois pra lá dois pra cá e não sai do lugar. Pois quando se implantam medidas positivas para a boa fluência do trânsito, como o corredor de ônibus, se exclui outras medidas positivas como as ciclovias e ciclofaixas. Fato que ocorreu literalmente na rua São Paulo, em frente escola Machado de Assis. Consequentemente, como nos ensina a física, toda ação traz uma reação. E a não ação do governo no que diz respeito a ciclovias esta causando uma reação meio obvia no trânsito, o ciclista sem opção esta utilizando o próprio corredor de ônibus para se deslocar. É obvio, tire as calçadas e veja se o pedestre não irá andar na rua.


Cria-se então um atrito desnecessário e retrogrado entre ônibus e bicicleta. Digo retrogrado pois em cidades modelos, ônibus e bicicletas são aliados e trabalham juntos para um transito mais fluente e integrado. Não devemos nos restringir escolhendo entre ônibus, bicicleta ou carro. Devemos sim, valorizar a intermodalidade entre estes diferentes modais. Corredor de ônibus não é a solução para o trânsito de Blumenau, assim como os carros e bicicletas também não o são. Talvez nunca exista um único meio de transporte que resolva o trânsito em nossas cidades contemporâneas, não se trata de encontrar uma única solução.

Até porque nosso trânsito atende pessoas com necessidades e interesses diferentes, desta forma necessita de diferentes soluções. E estas diferentes soluções se fundamentam principalmente na integração harmoniosa entre os diferentes modais, nossos ônibus e nossas recentes estações de pré embarque precisam ser adaptados urgentemente as bicicletas tanto quanto o são aos pedestres e carros. Bons exemplos e referencias para tal integração não nos faltam, talvez nos falte uma visão de futuro que vá alem de 2050.  Uma visão de futuro aplicada agora no presente, que transforme a energia gerada por estes atritos desnecessários em ações positivas. E que estas ações positivas façam nosso trânsito ser movido ao som de um novo bolero. Um bolero harmonioso, fluente e integrado.

19 de fevereiro de 2012

Vivo ou morto.



Morte é chegada, a vida é partida.
Morte é à noite, vida que foi um dia.

Viver é poder e não querer, querer e não poder.
Morrer é não poder escolher.

Vida é poder, vida é luz.
A morte escuridão, luz que se traduz. 

Vida e morte, dia e noite.
Se morte traduzida é vida, vida traduzida é morte.
O que é a vida?

Morte é mistério, vida é surpresa.
Morte é uma surpresa, ou será a vida um mistério?

Vida é cada instante, morte é um instante.
Vida é um instante, ou será a morte em todos os instantes?

Se existir, é viver.
Viver sem existir, é  morrer.
O que é a morte?

Morrer sem viver é morte.
Morrer e viver é milagre.
Viver e morrer é a vida.
É a vida, é a morte.

Vida ou morte, querer ou poder.
Ter ou perder, ser ou não ser.
Amar a vida ou querer morrer?

Querer a vida é querer a morte.
Viver bem, ou viver mal.
Morrer bem, ou morrer mal.
Viver e morrer.
Morto ou vivo.



Fiz a bastante tempo atrás e nunca postei...vasculhando os rascunhos do blog encontrei e decidi compartilhar...

14 de fevereiro de 2012

Cidade da benção.



Senão, é como amar uma cidade só linda. E dai? Nossa Blumenau tem que ter algo alem da beleza, qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora, qualquer coisa que sente saudade. Um molejo de casarão histórico tombado. Uma beleza, que vem da tristeza de se saber cidade. Feita apenas para amar, para sofrer pelo seu cidadão e para ser só perdão.


Com a benção de Vinícius de Moraes, peço perdão Blumenau. Perdão por ter uma escola que não preserva a historia de sua cidade, por ter uma escola que não ensina as nossas crianças que uma cidade tem que ter qualquer coisa alem de estacionamentos e de carros. Digo isto pois a demolição do casarão histórico ao lado da escola Machado de Assis foi algo para se pedir perdão. Pois foi fundamentada na falta de estacionamentos originados pelo corredor de Ônibus criado na rua São Paulo. Fato que não ocorreu. O corredor de ônibus retirou a ciclofaixa, não estacionamentos. Se a demolição do casarão esta assim fundamentada, deveria-se então ao menos criar no local do casarão bicicletários e ciclofaixas. Os estudantes que não usão carros e a comunidade como um todo agradeceria o feito.
Caso contrario a demolição do casarão reflete somente o descaso da cidade e de seus cidadãos com sua historia, um descaso que ensina nossas crianças que é melhor demolir do que restaurar. Pois se a construção histórica apresentava riscos, foi por não receber restauros ao longo de sua já apagada historia. E se de fato apresentava tais riscos, o minimo que a população merecia eram estudos comprovando tais riscos. O que não aconteceu. Tudo o que foi apresentado a população não passou de suposições de riscos.



Mas quando digo que esta cidade foi feita apenas para amar, para sofrer pelo seu cidadão e para ser só perdão. Digo isto tendo em vista a Casa Salinger, pertencente a FURB. Que sem nenhum cuidado esta deixando a casa apodrecer, sem receber nenhum restauro ou reforma. Talvez para depois alegar os supostos riscos e poder demolir parte da historia da cidade sem nenhum perdão. Samba da benção para nossa cidade do perdão, porque o samba nasceu lá na Bahia, e se hoje ele blumenauense na poesia, é porque não é mais samba não.

20 de janeiro de 2012

Nem os poetas

Poetas tentam descrever,
o que há no mais profundo do ser.
A grandeza do infinito,
o nascer e o morrer.

Poetas tentam descrever,
a singularidade do abstrato,
o doce do amargo.

O que há no mais profundo do ser,
o nascer e o entardecer.
Nem os poetas podem descrever.

A beleza que ofusca,
que nasce para morrer.
O que há no mais profundo do ser?


17 de janeiro de 2012

No meio do caminho.

Se Drummond fosse blumenauense, eu o imaginaria recitando as margens do Itajaí-Açu a seguinte poesia: No meio da cidade tinha um rio, tinha um rio no meio da cidade. Nunca me esquecerei de suas paisagens e cheias na vida de minhas retinas tão fatigadas. Tinha um rio no meio da cidade, no meio da cidade tinha um rio.

De fato, tem um rio no meio de Blumenau, um rio impetuoso e belo, que serpenteia nossa linda cidade assim como as poesias de Drummond serpenteiam nossa alma. Entretanto, ao longo da historia, com tantas catástrofes envolvendo nossa cidade e seu rio, sabemos o quanto ele é imponente e destrutivo.
Mas sabemos, verdadeiramente, o quanto grandioso e magnifico é nosso Itajaí-Açu? Sabíamos, em um tempo passado que estamos apagando.



Com o passar dos anos e as sucessivas cheias, o povo blumenauense vem dando as costas para o rio, associando a este somente sentimentos de desgraça e tristeza. Resultado disto é um comercio que se volta cada vez mais para a rua 15 de novembro, talvez por medo de ter suas "belas vitrines" ofuscadas pela exuberante paisagem do rio em um entardecer.

Não bastasse o olhar desiludido do povo e a falta de perspicácia dos comerciantes, os que planejam nossa cidade cercam as margens da beira rio e acabam com qualquer possibilidade de interação com o rio que poderia surgir. Revitalizaram toda a beira rio e não criaram nenhum atrativo, como se calçada decente e banquinhos de madeira fossem um diferencial para um dos pontos mais importantes da cidade. Criaram estações de pré embarque encaixotadas e fechadas com ar condicionado, impossibilitando apreciar a paisagem enquanto se aguarda o ônibus.

Nega-se todo o potencial hidroviário que o rio possui, sendo navegável em grande parte de sua extensão. Mas o pior de tudo é que todo este descaso esta sendo tratado com uma normalidade absurda, como se o Itajaí-Açu fosse uma pedra no caminho da nada poética cidade de Blumenau.

23 de dezembro de 2011

Cidade do lixo.



Cidade do lixo. Este é o titulo dado atualmente a um distrito da cidade do Cairo. no Egito. Com aproximadamente 8,5 milhões de habitantes, o Cairo concentra hoje um grande número de pessoas que trabalham direta ou indiretamente com coleta, separação, reciclagem e venda de lixo. São os chamados Zabbaleen.



Com o crescimento da cidade e o aumento na geração e lixo, a transformação e a comercialização de resíduos urbanos tem se tornado a principal fonte de renda de uma infinidade de famílias, principalmente no distrito de Manshiyat Naser(fotos), onde o lixo recolhido na cidade é armazenado e preparado para a venda.


O mais curioso é que mesmo com tanto lixo encobrindo a arquitetura do distrito, o lugar esta totalmente ocupado com diversas atividades. As pessoas trabalham, comem, dormem dentro deste distrito. Tendo desde lojas atá apartamentos. A única coisa que diferencia este distrito dos outros. alem do lixo excessivo, é o fato de seus moradores retirarem seu sustento através da coleta, triagem e reciclagem especializada.




Embora não cumpra com qualquer norma de saúde, o fenômeno urbano é de certa forma sustentável. Sendo que há organização no trabalho de reciclagem, alem dos itens não recicláveis serem queimados e usados como combustíveis. Por ironia, os habitantes deste curioso distrito sofrem com a deficiência de serviços como coleta de lixo, água e esgoto.


Você ainda acha que sua cidade não tem paisagem? Como melhorar esta cidade sem que os moradores percam sua principal fonte de renda(o lixo) ?

22 de dezembro de 2011

Minha democracia.



 A democracia de todos se define antes de tudo, pela participação massiva dos cidadãos na gestão dos interesses e problemas da cidade. Esta gestão deve ser de forma direta e participativa, fazendo uso de assembleias populares e do dialogo permanente sobre a organização da vida comum. É assim que a democracia de todos funciona. Pois bem, onde esta a democracia de todos? PT, PMBD, Branco, Preto, é tudo a mesma coisa. Não existe oposição, nem direita nem esquerda, pura hipocrisia.
    Todos os partidos estão de acordo no essencial, que é a conservação e manutenção da atual sociedade mercantil. Ou seja, independente do seu voto, tudo continuara como esta, pessoas morrendo de fome enquanto comida é escondida nos lixos. Como mudar algo com o voto, se nosso voto ira colocar no poder alguém que não irá mudar nossa sociedade?
     Falo de revolução, que é o que nossa sociedade necessita, é o que os desnutridos necessitam, e o que os explorados e alienados precisam urgente. Mas o que vejo, ano após ano com meu voto, é a oligarquia de partidos que discutem detalhes buscando credibilidade. Enquanto o cerne de todos os problemas se mantem intacto. Hoje vejo que minha democracia não se fundamenta no uso do meu voto, mas sim no fortalecimento de meus ideais de luta, liberdade e felicidade.
     Fazer uso do meu voto é aceitar a oligarquia hipócrita, que ano após ano domina o poder e o futuro do povo. Fazer uso do meu voto é colocar no poder alguém que me represente, de forma irresponsável ou não, nesta democracia de todos. Alguém que por mais honesto que seja não irá fazer o que precisa ser feito. Por isto acredito e luto pela minha democracia, direta e objetiva. Como meu voto nunca será.

17 de dezembro de 2011

Feliz cidade.

"Enquanto cidades pequenas geograficamente forem tratadas apenas como cidades pequenas, as cidades grandes serão sempre tratadas ilusoriamente como grandes em todos os aspectos. A verdade é que para ser boa, uma cidade não precisa ser grande nem pequena. Precisa acima de tudo ser feliz, e ter no cerne de seu espaço uma feliz cidade unica e inconfundível." José Miendes.


11 de dezembro de 2011

Arte arquitetura do lixo

Passado todo o stress e correria do semestre, chegou o momento de por as ideias em ordem e limpar a bagunça. Eis que entro no meu quarto e me deparo com uma montanha de papel, misturado com latas de energético e sujeiras diversas oriundas da falta de tempo do final do semestre...kk



Enrolando as ideias, os projetos, trabalhos e rabiscos,  decidi criar uma obra artística que manifeste minha revolta. Pois com tantas novas mídias, novas tecnologias, novas possibilidades, ainda perpetuamos os mesmo erros. E um destes erros é o descaso com o lixo que o curso produz. Sim, muito lixo! E não pense que é tempestade em copo de água, é lixo mesmo. Isso sem falar no dinheiro gasto com as impressões, que é muito também...Não há argumentos que justifiquem o lixo que é produzido, principalmente tendo ao nosso alcance tantas outras formas menos perversas ao meio ambiente. Não há argumentos que sustentem este absurdo.

"Ah, mas no computador não podemos ver no tamanho de uma folha A0, perde toda a escala."
Verdade, no computador não, mas com tantos projetores que tem por ai...né..

Percebo que o discurso que sustenta a utilização indiscriminada do papel, é o mesmo que sustenta o ensino forçado de desenho a mão livre no curso de Arquitetura e Urbanismo. Discursos conservadores e retrógrados.  Professores forçando estudantes a realizar desenhos técnicos alegando ser algo necessário nos momentos de criação. Oras, então forcem o uso da mão livre em momentos de criação, não em desenhos técnicos que nenhum profissional da área ainda usa. Já passou da hora de rever estes discursos.


Pois bem, voltando a obra. Foi criada enrolando e entrelaçando todas as folhas que resultaram do semestre.
(na verdade metade delas, no meio do semestre tive jogar folhas fora devido a falta de espaço...)
Foram utilizadas desde folhas A4 até folhas A0, pena não poder utilizar as folhas de dinheiro gasto com tudo isso, causaria um impacto maior né, desperdício econômico é sempre mais impactante que desperdício ambiental. Enrolei as folhas usadas em uma alusão as ideias enroladas do curso, como as já citadas anteriormente.

Lembrando que esta é uma opinião pessoal.
"Não há revolta maior que a arte."

Obra: Enrolando as ideias













ps. não, não é um ninho de passarinho...kkkkkkk


8 de dezembro de 2011

Qual a Blumenau que queremos?

Esta?  



Ou esta?




Suas escolhas, suas ações e seus atos hoje, iram determinar sua cidade amanha.

Qual seu posicionamento a respeito da torre de 33andares Grand Trianon?


27 de outubro de 2011

Projeto de intervenção urbana - PIU



Recentemente rolou uma ideia pelo facebook de fazer uma intervenção urbana referente a retirada dos pontos de ônibus amarelos daqui de Blumenau. Os pontos foram retirados, sem nada ser falado e explicado, nada foi feito, onde iram parar os recentes pontos de ônibus? Pontos de ônibus planejados, novos e com um desenho inovador foram retirados sem haver nenhuma explicação e dialogo com a população. 

Nós sabemos quanto os pontos de ônibus amarelos custaram aos nossos bolsos, sabemos o quanto medíocre é o desenho da nova estação, mas o que fazemos quanto a isso? Conhecer o problema não basta para soluciona-lo, precisamos por nossos conhecimentos acadêmicos em pratica. Tem muitas ideias
boas rolando pelo galpão de arquitetura e que infelizmente não ganham voz...vamos dar vida e voz a elas!

Quantas coisas absurdas acontecem na nossa cidade e caem no esquecimento? Políticos comprando notebooks e aumentando absurdamente seus salários durante a madrugada, o descaso da reitoria quanto ao galpão e nosso curso de arquitetura, a Furb sendo segregada da sociedade por uma cerca, o esgoto a céu aberto que nosso Itajaí-Açu esta virando, o aumento da tarifa de ônibus sem explicação coerente, moradias construídas para os desabrigados sofrendo de desmoronamento(morada das figueiras), Projeto Blumenau como Dubai 2050...Enfim, coisas que caem no esquecimento e se repetem na medida que o tempo passa...

Precisamos expor nossas ideias e criar um dialogo com a comunidade a qual pertencemos, a população leiga precisa que alguém sintetize os problemas e os torne públicos. Nós podemos fazer isto com intervenções urbanas simples e inteligentes. Intervenções que façam o povo comentar, rir, pensar e cobrar...Intervenções que caiam na boca do povo e no prazer sensacionalista da mídia...Nós temos voz e inteligencia para realizar diversas ações, não precisamos de nada alem da nossa boa vontade.

Sendo assim, segunda feira, dia 31 de outubro ira rolar no galpão de arquitetura e urbanismo (Campus 1 Furb) as 19hrs uma reunião/debate/conversa sobre como pode funcionar e se desenvolver o projeto, todos são bem vindos, quanto mais pontos de vistas diferentes mais positiva será o encontro. 

Mais um piu e sua cidade não será mais a mesma...

31 de agosto de 2011

Projeto finalista no concurso Soluções para Cidades 2011


Projeto desenvolvido pelos academicos Taciane Riboldi, Leandro Ludwig, Jean Tomedi e Cinara Nagel, acessorados e orientados pelo Arquiteto e Professor Christian Krambeck esta na final do concurso Soluções para cidades 2011. A premiação ocorre nesta sexta feira, dia 02/08/2011, no evento ConcretShow, em São Paulo. Representantes da equipe estaram presentes no evento.






Com o tema Cidades Ciclaveis, o concurso consistiu em projetar uma malha cicloviaria e um pólo cicloviario para a cidade de São Sebastião do Paraiso-MG, devendo conter no pólo um bicicletario, uma oficina de bicicletas, banheiros e guarda volumes. Todo o material desenvolvido foi exposto em duas pranchas tamanho A1.




Sendo assim, na primeira prancha inserimos todos os estudos e planejamentos criados para a malha cicloviaria. Estudos como o transporte publico, usos e topografia foram  determinantes e cruciais para decidir em quais vias ocorreria a implantação da malha cicloviaria. Alem de um sistemático e progressivo planejamento para implantar a malha, dividido em 4 etapas.



A segunda prancha ficou reservada para detalhar o pólo cicloviario e o perfil das vias. De tal forma, para desenvolver o pólo, nos baseamos nas caracteristicas e historia da cidade. A implantação respeita as visuais que o pedreste possui da lagoa situada ao lado do parque e concorda com as curvas do terreno.

    


1 de agosto de 2011

Prêmio “Soluções para Cidades 2011”.

Aproveitei as férias para participar do meu primeiro concurso publico de arquitetura, ao qual consiste em planejar uma malha cicloviária e um polo cicloviário para a cidade de São Sebastião do Paraíso. A equipe já esta formada, muito trabalho já foi feito e o quinto semestre começou hoje. Agora é correr contra o tempo para fazer um bom trabalho e entregar o projeto a tempo.



26 de julho de 2011

Representação gráfica.

Desde o surgimento da arquitetura, toda sua representação gráfica se fazia por desenhos a mão. Problemas com nanquim e eventuais "acidentes" envolvendo o papel hoje se tornaram apenas histórias engraçadas de um passado não informatizado. Digo isto porque hoje em dia, com toda a evolução tecnológica e com todos os avanços na área da representação gráfica,  é cada vez mais raro encontrar profissionais ou estudantes de arquitetura que de fato saibam representar suas ideias através do desenho a mão.


Antigamente, desenhar a mão era totalmente necessário para ser um bom arquiteto, afinal era o único meio que o arquiteto possuía para expressar suas ideias. Mas com a chegada do computador, surgiu outra opção de representação para o arquiteto, outra ferramenta alem dos esquadros e lapiseiras. 


Assim, em meados de 1982 surgiu a primeira versão do AutoCad. De inicio uma opção cara e um tanto inacessível devido a relação custo beneficio, não só do programa mas também do computador. Mas com o passar dos anos e com o desenvolvimento da informática, a computação gráfica se tornou um diferencial. Nesta época, meados dos anos 80/90, saber desenhar a mão ainda era muito necessário e a computação era apenas um diferencial.


Mas atualmente, o que ocorre é justamente uma inversão de valores. Saber desenhar a mão não é mais necessário, não é mais um requisito básico de todo arquiteto. Saber desenhar a mão se tornou um diferencial, sendo a computação gráfica um requisito básico e necessário. O que nós (alunos de arquitetura) vemos no dia a dia, é um mercado de trabalho que exige conhecimentos em informática, não há espaço para quem não domina a representação gráfica através do computador. 


Na faculdade os professores tentam forçar o uso do desenho a mão. Mas fora das faculdades os mesmos professores somente contratam para estagiar em seus escritórios alunos com pleno conhecimento em informática, contraditorio, mas é a realidade. Fato que é plenamente justificável, pois o computador diminui muito o tempo para realizar determinado projeto. E tempo é algo muito precioso em nossa atual sociedade.


Mas o que quero dizer, é que se antes a computação gráfica era apenas um diferencial, hoje já é realidade e requisito mínimo para um arquiteto. E se antes o desenho a mão era necessário, hoje já é tratado apenas como um diferencial. Seguindo esta ordem, acredito que em pouco tempo o domínio do desenho a mão será apenas uma extravagancia, chegando a ser desnecessário, frente aos crescentes avanços tecnológicos. 


Fica arquivada esta pequena reflexão, quem sabe daqui uns 10anos volto aqui, para constatar se de fato a computação gráfica se sobrepôs ao desenho a mão ou se ambas caminham juntas, independente dos avanços de uma computação gráfica que parece não ter limites...

1 de julho de 2011

Minha formação.

Decidi estudar Arquitetura e Urbanismo pois acredito que tal formação oferece suporte para desenvolver tanto meus ideais pessoais de felicidade, como minhas projeções de paz e justiça para a sociedade em que vivo. Desde que me recordo, sempre tive ideias revolucionarias para mudar o mundo, para mudar as pessoas e para combater radicalmente as injustiças que diariamente se põem a minha frente.


Mas estas ideias, apesar de puras, quase sempre eram impulsionadas por um cego desejo de mudança. Isso porque meu desejo de mudar o mundo, como para a maioria das pessoas, sempre foi maior que minha real capacidade de muda-lo, coisa de adolescente que resume tudo em anarquismo, comunismo ou democracia, sem saber o quanto anárquica é a democracia e o quanto democrático é o comunismo. 


Mas ao escolher estudar Arquitetura e Urbanismo, encontrei conteúdo e embasamento que  de uma forma ou de outra  me dão  a capacidade que sempre quis possuir para mudar verdadeiramente o mundo. Digo isto pois penso que o mundo muda com as pequenas ações guiadas por pequenas ideias, e estas pequenas ideias tem influencia direta da arquitetura, da cidade e da sociedade. Podendo influir positiva ou negativamente, dependendo da ideia por detrás da arquitetura. Por exemplo, uma pessoa que vive numa cidade quente, terá ideias que tornem a cidade menos quente. Quem vive numa cidade em guerra, terá ideias de paz.


Mas o que é uma ideia alem de um conceito novo que ainda não tomou forma? Não é nada. Do mesmo jeito, mesmo que tenha uma forma esbelta, uma arquitetura não é nada se não trouxer um conceito bem fundamentado.



E para dar fundamentação a uma ideia, para dar forma ao conceito (novo ou não) que traz sua arquitetura. O primeiro passo não se baseia em representar ou projetar, como muitos equivocadamente fazem. O primeiro passo para fundamentar uma ideia é viver o conceito desta ideia, somente após viver este novo conceito, após aplica-lo no imenso laboratório que é sua vida, após sentir as mudanças que determinado conceito traz, somente após isto você terá pleno conhecimento para representar e projetar de forma coerente suas ideias inovadoras de mudança.





Por isto, no desenvolvimento da minha formação academica como estudante de arquitetura, procuro
viver as ideias que tenho, sejam elas inovadoras ou não. De nada adianta eu propor uma forma nova de transporte para a cidade, se eu não me proponho a me deslocar de formas diferentes pela cidade. 
As coisas se tornam mais difíceis, novas ideias não vêem se você não faz  ou procura coisas novas e interessantes. Por ultimo, acredito que o modo mais adequado para propor novas ideias, para ter uma ideia diferente, é viver de forma diferente. Sair da multidão e ver o mundo por outra perspectiva, e é basicamente nisto que minha formação se baseia.


20 de junho de 2011

Arquitetura em movimento.




Sabemos que toda arquitetura tem seu lado funcional e seu lado estético, nem somente bela nem somente funcional. Durante toda a evolução da arquitetura, o ser humano buscou o melhor jeito de conciliar a forma e função de determinada edificação. Ditados como "a forma segue a função" ganharam destaque e evidenciaram a importância e conflito entre estes dois pilares da arquitetura ao longo dos anos. 


Do ponto de vista funcional a arquitetura é ditada, entre outros fatores, pela forma como nos movimentamos e nos deslocamos. Imagine por exemplo se o ser humano tivesse asas, de inicio já não existira mais escadas. Portas e janelas não teriam mais distinção, afinal qualquer pessoa poderia entrar voando pela janela. Os ambientes internos e externos seriam mais fluidos. E o telhado? será que a forma e função permaneceriam as mesmas? 




Bom, o que eu quero dizer é que toda arquitetura que criamos esta intimamente ligada a forma como nos movimentamos. Ao terminar o projeto deste semestre na faculdade, percebi o quando influente é o veiculo na hora de projetar uma residência. Temos que projetar determinada edificação pensando na forma menos impactante com a qual o veiculo adentrara na residência, cuidar muito para não poluir a fachada principal com uma garagem. As vezes pensamos mais em como o veiculo entrara na residência do que como o ser humano entrara na residência, aconteceu comigo...


Neste contexto, talvez influenciado pelo parkour, penso constantemente como seria projetar uma residência onde as pessoas tivessem que escalar para entrar, tivessem que se abaixar para sair, rastejar para beber agua, se equilibrar para comer, e usar tantos outros movimentos que ao longo dos anos foram se perdendo. Experimente imaginar como seria...cansativo? divertido? útil? inútil? normal ao ser humano? Os anos se passaram, e nossa forma de se movimentar mudou, o ser humano contemporâneo não realiza mais os movimentos que basicamente estão em sua essência. O homem contemporâneo se queixa quando tem que caminhar,  associa exercícios com cansaço. Se movimenta somente quando necessário, e para não ficar com o corpo feio tenta compensar puxando ferro durante horas em uma academia, o que nitidamente não compensa a falta do movimento natural que o corpo humano pode, pede e deve fazer. 


Acredito que se o homem continuar negando movimentos básicos da sua essência como animal, futuramente teremos uma arquitetura voltada para o veiculo, para a moto, para o helicóptero e para o trem, mas nunca para o ser humano. Uma arquitetura feita para a maquina por um ser humano sedentário, tenho medo de pensar onde isso pode parar. E de uma forma ou de outra, de fato irá parar.




Nós, estudantes de arquitetura e urbanismo, não devemos e não podemos deixar que esta desevolução na movimentação do ser humano influencie nossa arquitetura. Temos que propor novas ideias, tanto arquitetônicas como urbanísticas. Ideias que tragam de volta a natural movimentação do ser humano. E o segredo para estas novas ideias surgirem esta basicamente no passado. Se quisermos devolver a movimentação natural do ser humano, temos que propor uma aquitetura semelhante a do passado, onde o homem precise subir uma árvore para pegar o alimento, precise escalar uma pedra pra entrar na caverna e obter abrigo, precise nadar para chegar. 






Não é fácil fazer tal proposta, ninguém hoje em dia quer ter trabalho com nada. Em uma sociedade onde o simples ato de caminhar é constantemente associado a cansaço desnecessário, propor uma nova forma de se movimentar através de propostas arquitetonicas não é fácil. Alias, não me atrevo a dizer que é fácil, mas tenho certeza absoluta que é necessário. 


Caso contrario, nossos filhos passaram 24hrs sentados em uma cadeira de rodas, que se juntara ao automóvel, para que não precisem andar até o carro. Onde o automóvel se juntara com a casa, para que não precisem andar até a casa. Onde a casa se juntara ao trabalho, para que não precisem ir correndo ao trabalho. O trabalho se juntara ao mercado, para que ninguém perca tempo indo ao mercado. E por fim, teremos filhos que viveram sentados, independente de onde estão ou para onde vão. Mas particularmente, prefiro imaginar o ser humano com asas...eheh